Uma Mão Santa para os trabalhadores informais do Rio de Janeiro
Andréa Azambuja, Coordenadora da Rede em Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, 27 julio 2016
Segundo o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), aproximadamente 1.5 milhões de profissionais trabalham na informalidade no setor de serviços no estado do Rio de Janeiro. Só na zona Sul e no Centro da capital são cerca de 41 mil pessoas, que estão sempre precisando de uma mãozinha para conseguir oportunidades, manter a clientela e evoluir nos serviços oferecidos.
É esse empurrãozinho que dá a Mão Santa, negócio social que utiliza a tecnologia para garantir qualidade na oferta de serviços em reformas e manutenção residencial (hidráulica, elétrica, revestimentos, alvenaria, pinturas, acabamentos) – um ramo em geral difuso e muitas vezes com forte característica de amadorismo – e, sobretudo, para promover a prosperidade dos trabalhadores autônomos na capital fluminense.

Com foco no desenvolvimento local dos bairros, a Mão Santa conecta demanda e oferta próximos, através de uma plataforma online, e assegura a qualidade da entrega e o comprometimento dos profissionais – um grande diferencial. Firma o compromisso, pois além de intermediar a relação, promove a qualificação de sua rede de parceiros, com treinamentos comportamentais, coaching, cursos técnicos e consultoria gratuita para formalização, para que todos abram oficialmente sua microempresa.
Além disso, desenvolve redes de parceria com a Empresa Júnior PUC-Rio – consultoria formada por alunos de diferentes cursos da universidade que oferece soluções interdisciplinares em gestão e estratégia –, com a Pastoral Universitária Anchieta PUC-Rio – que faz a ponte para que universitários estagiem ou voluntariem na start up – e com a Rede Cidadã, ONG que investe no trabalho social e, entre inúmeras frentes, aplica metodologias comportamentais que desenvolvem e reforçam competências.
Outro parceiro é o Mão na Massa, que qualifica mulheres em situação de vulnerabilidade no setor da construção civil – a formação é gratuita e, quando saem, além do diploma, as participantes recebem equipamento de proteção individual e um kit com ferramentas para dar início à carreira. Além de ter como objetivo gerar impacto social significativo na vida dos trabalhadores da área de maneira geral – com desenvolvimento pessoal, técnico e incremento de renda – o Mão Santa também tem a meta específica de incluir, valorizar, empoderar e disseminar a mão de obra feminina no ramo, majoritariamente masculino.
O Mão Santa é recente, teve início como como um projeto de faculdade, na PUC-Rio, no fim de 2014 e se estendeu ao programa Meu Futuro Negócio, onde conquistou o primeiro lugar e ganhou a oportunidade de ser pré-incubado pela incubadora Instituto Gênesis de forma gratuita, de julho de 2015 a abril de 2016.
No fim do ano passado, o projeto ficou entre os finalistas da Maratona de Negócios Sociais, promovida pelo Sebrae, que oferece módulos de capacitação, consultoria de especialistas e mentoria de empreendedores sociais experientes e, em abril deste ano, passou no processo seletivo do Shell Iniciativa Jovem 2016 Shell Iniciativa Jovem 2016, que teve mais de 750 empreendedores inscritos e oferece qualificação empreendedora, suporte e estímulo a redes de relacionamentos sustentáveis para que jovens de 20 a 34 anos desenvolvam seus próprios negócios.
Até abril, o Mão Santa estava sendo financiado com recursos próprios da equipe; agora, para entrar numa segunda fase de implementação, o grupo está buscando aporte de capital para atingir a escabilidade do negócio, implementar a plataforma online e desenvolver um aplicativo para celular que funcione por geolocalização.
Atualmente, a empresa está sediada na comunidade Vila Parque da Cidade, onde são prestados atendimentos individuais personalizados e dinâmicas em grupo, e auxilia 20 profissionais. A intenção é, até novembro de 2016, construir uma rede ampla de trabalhadores, regularizar a companhia e sustentá-la com porcentagens baixas em cima dos serviços de reparos prestados.
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Foto: Dirce Glória dos Santos, que se formou no Mão na Massa e hoje é sócia do Mão Santa. Créditos: Paulo Alvadia para Agência O Dia.
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A holy hand for informal workers in Rio de Janeiro
Andréa Azambuja, Rio de Janeiro Community Manager
Rio de Janeiro, 27 July 2016
According to the Institute of Labor and Society Studies (IETS), approximately 1.5 million professionals work in the informal service sector in the city of Rio de Janeiro. In the south side and the city center alone, there are about fourty-one thousand people in need of a helping hand to get opportunities, maintain customers, and take advantage of the services offered.
This kind of push forward is offered by Mão Santa (Portuguese for "Holy Hand"), a social business that uses technology to ensure quality in services such as remodeling and home maintenance (hydraulic, electrical, coatings, masonry, and painting for example) – a line of work that's usually characterized by amateurism.

Focusing on local development, Mão Santa connects supply and demand through an online platform while ensuring the quality of delivery and commitment of professionals, and important difference maker in the industry. The company takes on the commitment because, as well as mediating the relationship, it promotes the qualification of its network partners with behavioral training, coaching, technical courses, and free consulting for formalization, helping partners to open their own small busineses.
It also develops partnership networks with the Junior Company PUC-Rio – a consultant agency formed by students from different courses at PUC university that offers interdisciplinary solutions in management and strategy. With the University Pastoral Anchieta PUC-Rio, the partnerships bridge the gap for students to make internships or volunteer at the start up. Another piece of the puzzle is Rede Cidadã, an NGO that invests in social work and among numerous fronts, and applies behavioral methodologies that develop and reinforce skills.
Another partner of note is Mão na Massa, another NGO that qualifies women in a vulnerable situation in the construction sector. For women who are participating, training is free, and when they leave, in addition to the diploma, participants receive personal protective equipment and a kit with tools to help kick start their careers. Besides aiming to generate significant social impact on the lives of workers in general – providing personnel and technical development and income increases – Mão Santa also has the specific goal of including, enhancing, empowering, and disseminating female labor in a mostly male field of work.
Mão Santa is recent, it began at the end of 2014 as as a college project at PUC-Rio and extended to the My Business Future program, which won first place and won the opportunity to be pre-incubated by the incubator Institute Genesis for free from July 2015 to April 2016.
Late last year, the project was among the finalists of the Marathon of Social Business, promoted by the Sebrae, which offers training modules, expert advice and mentoring from experienced social entrepreneurs and, in April this year, passed the selective Shell process youth initiative in 2016, which had more than 750 registered entrepreneurs and offers entrepreneurial skills, support, and encouragement of sustainable social networks for youngsters aged 20 to 34 develop their own businesses.
Until April, Mão Santa was being financed by the team's personal resources; now, to move into a second implementation phase, the group is seeking capital infusion to achieve the scalability of the business, implementing an online platform and developing a mobile app that works by geolocation.
Currently, the company is headquartered in the community Vila Parque da Cidade, where individual and group assistance are provided. It works and assists twenty professionals. The intention is to expand their extensive network of employees and serviced provided by November 2016. Although a bold goal, swift progress has turned a program that once seemed unlikely to flourish into one of the most dynamic and impactful schemes in one of the world’s most important cities.
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Photo: Dirce Glória dos Santos, who graduated from Mão na Massa and is now a part owner at Mão Santa. Credits: Paul Alvadia for Agíncia O Dia.
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