Como começar uma transformação na sua cidade?
Essa é uma das perguntas que mais escuto, e geralmente é seguida de, afinal, como posso ter um papel mais ativo na minha cidade ou vizinhança? Como posso gerar uma diferença? Os problemas hoje são tão complexos que é difícil imaginar como se pode ter alguma influencia positiva sobre eles. Porém, é muito mais simples do que se pensa.
O primeiro passo é sentir o ambiente a sua volta, percebendo as interações e os espaços que estão a sua volta (assista o vídeo "Caminhando com Tim Tim" como inspiração). Um bom ponto de partida é se perguntar: o que posso fazer para melhorar minha experiência agora?
São tantas possibilidades esperando para serem experimentadas: novas atitudes, novas estratégias de comunicação e interações. A revolução urbana surge de mentes criativas, que estão testando suas ideias de forma rápida na própria cidade. E pode ser algo simples, que proponha novas colaborações entre os cidadãos – aliás, esse é um dos principais resultados de uma inovação social (leia mais no novo livro do Manzini: "Design, When Everybody Designs").
Muitas ideias estão surgindo no Brasil, algumas tão simples quanto uma campanha no Facebook. Essa é a história do movimento "Vamos Juntas?" lançada por duas profissionais da área de comunicação de Porto Alegre, que usaram suas habilidades para propor a ideia: "Na próxima vez que estiver em uma situação de risco, observe: do seu lado pode estar outra mulher passando pela mesma insegurança. Que tal irem juntas?". Em menos de um mês, o projeto se tornou um movimento com impacto em todo o brasil – incluindo histórias reais de mulheres que já apoiaram ou foram apoiadas.
Criar um "call to action" claro foi a grande revolução (e inovação) dessa ideia – que inspirou mulheres a estarem mais atentas e seguras nas ruas e, consequentemente, melhorando sua experiência na cidade. Se você olhar por outro ângulo, é um belo exercício de pertencimento a um lugar e a uma comunidade.
Então que tal deixar a complexidade do mundo de lado, e começar a usar suas próprias experiências e habilidades para fazer um mundo melhor? Talvez você encontro outras pessoas com a mesma vontade ou já pensando em soluções. Você só precisa estar aberto. É assim que uma transformação urbana acontece.
Crédito das imagens: "Vamos juntas".
How to start an urban transformation?
I am often asked about this question of how to start an urban transformation, followed by "What can I do to play a more active role in my city or neighborhood?" and "How can I make a difference?" Today's problems are so complex, making it difficult to imagine how we might have a positive influence. However, it's simpler than you may think.
The first step is to be part of your own city: acknowledge your surroundings, perceive and feel what's happening around you (a good inspiration is the "Walking with Tim Tim" video). This is only possible if you remove the "everything sucks" lenses and ask yourself: what can I do to make the present experience better?
There are so many possibilities waiting to be experienced: new attitudes, new communication strategies and community interactions. The urban revolution comes from creative minds that not only see opportunities, but also quickly prototype their ideas within the city. The goal can be simple, such as to propose new forms of collaboration among citizens - indeed, this is one of the main results of social innovation. (Read more in Manzini's new book: "Design, When Everybody Designs").
In Brazil, a number of different solutions are emerging - some as simple as a Facebook campaign. Two communication professionals in Porto Alegre used their skills to propose an idea: "The next time you're feeling at risk, there may be another woman next to you going through the same insecurity. How about going together?" In less than a month, the project became a movement with impact across Brazil. The Facebook page "Let's go together" (Portuguese only) showcases real stories of woman who helped or weer helped by other women.
The real innovation here was to give women a clear call to action – demonstrating the result of being more alert in public spaces to support themselves and other women, improving their urban experience. It's also a beautiful exercise of belonging to a place and to a community.
So how about putting aside the world's complexity and starting to use your own experiences and abilities to make the world a better place? Maybe someone else feels the same way and will empathize with your idea or even provide a new solution. You just have to be open to it. That's the beginning of an urban revolution.
Photo: Vamos Juntas.
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